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12.9.08

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Seleção Pública de Projetos

O Programa Petrobras Ambiental 2008 investe em iniciativas que visam à proteção ambiental e à difusão da consciência ecológica. Apóia projetos que colaboram com a criação de soluções e alternativas para a preservação ambiental.
Com o tema “Água e Clima: contribuições para o desenvolvimento sustentável”, a Seleção Pública de Projetos 2008 vai destinar R$ 60 milhões a projetos ambientais. As inscrições já estão abertas, e vão até 24 de setembro.


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Ambientalistas pedem proteção no Dia Nacional do Cerrado

Organizações não-governamentais (ONGs) da área de meio ambiente promovem hoje (11), Dia Nacional do Cerrado, manifestação em favor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 115/95 que inclui o cerrado e a caatinga como patrimônio nacional. A concentração começa às 15h em frente ao Palácio do Planalto.

Os ativistas querem entregar ao presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), uma carta e uma lista de assinaturas pela aprovação imediata da PEC.

De acordo com a carta das ONGs, a devastação do cerrado ameaça o fornecimento de água doce no Brasil e pode levar o país a uma crise energética. O documento também chama a atenção para o índice de 70% de destruição do bioma e as ameaças às comunidades tradicionais de índigenas, quilombolas e ribeirinhos, devido ao avanço da exploração agrícola na região.

Fonte: Agência Brasil - Radiobrás

11.9.08

Programa Arpa terá US$ 100 milhões em segunda fase

Cerca de US$ 100 milhões estão sendo negociados para aplicação na segunda fase do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente. Os recursos serão utilizados na ampliação da área protegida pelo Programa, que deve saltar de 50 milhões para 60 milhões de hectares. O dinheiro também será aplicado na criação de mais 20 milhões de hectares de Unidades de Conservação (UCs), sendo 10 milhões de proteção integral e outros 10 de uso sustentável.

A segunda fase do Arpa começa a partir de 2009 e vai até 2013. Na primeira etapa do programa foram aplicados US$ 81 milhões, oriundos do Banco Mundial/GEF, WWF, KFW e do governo brasileiro. Entre os resultados positivos da aplicação dos recursos da primeira etapa está a criação, até 2008, de 24 milhões de hectares de novas UCs.

A informação é do diretor de Áreas Protegidas do MMA, João de Deus Medeiros, que apresentou os dados em palestra na Semana da Amazônia, promovida pelo Departamento de Articulação de Ações da Amazônia (DAAM), que teve início no dia 1º e vai até o dia 5. O diretor anunciou também o processo de implantação da Reserva da Biosfera da Amazônia, que já conta com comitês instalados.

De acordo com João de Deus, o momento é de fortalecimento da política de integração destes comitês com outros projetos regionais pelo MMA. Entre eles, o projeto Corredores Ecológicos e o Projeto de Conservação da Biodiversidade nos Sítios do Patrimônio Mundial Natural do Brasil. Na consolidação destes sítios, destaca-se o papel do Parque Nacional do Jaú, que passa pela discussão da centralização das tomadas de decisão em relação a seu papel como ponto para o desenvolvimento da economia do turismo ecológico para a região.

O bioma amazônico abrange uma área aproximada de 4,2 milhões de quilômetros quadrados, o que representa quase 50% do território nacional. Destes, 23% já se encontram protegidos por 184 unidades de conservação federais (117) e estaduais (67). Das 184 UCs, 10% são de proteção integral e 13% de uso sustentável. Segundo João de Deus, a meta até 2010 é de que 30% do bioma amazônico seja constituído de áreas protegidas. "Para isso, precisamos continuar na linha de criação de mais UCs e garantir sua fiscalização".

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10.9.08

Cão contra o crime ambiental

Com um novo modelo de fiscalização integrada contra o desmatamento da mata atlântica, foi inaugurada, nesta sexta-feira, em Amargosa (a 240 km de Salvador), a primeira base ambiental do Estado, sediada no Recôncavo baiano, região que abrange 27 municípios. A base contará com um engenheiro florestal e um biólogo, um posto da Delegacia de Meio Ambiente e da Promotoria de Justiça da Regional do Recôncavo Sul.

A ação integrada terá o reforço de uma cadela da raça labrador chamada Vida, treinada para ajudar na repressão ao tráfico de animais silvestres na região. O projeto "Cão Farejador" foi proposto pela Promotoria de Justiça do município de Santo Antônio de Jesus. A cadela foi adestrada durante nove meses. "Assim, foi capacitada para farejar cargas de veículos pesados, identificar o transporte clandestino de qualquer animal silvestre, servindo como apoio no trabalho efetuado pelas polícias rodoviárias federais e estaduais. A cadela não é uma caçadora, mas identificadora", salientou o sargento Prazeres, da Polícia Militar, responsável pelo treinamento dela no Batalhão de Guarda, em Salvador.

A base está integrada ao Sistema de Proteção Legal da Mata Atlântica (Sisprot), criado para dar suporte às ações de monitoramento sistêmico da mata atlântica, em nível regional. "Reunir os órgãos de proteção ao meio ambiente num mesmo local vai otimizar o trabalho de todos eles. É a primeira de uma série de bases a serem instaladas no Estado", disse o procurador-geral do Estado, Lidivaldo Britto.

De acordo com o promotor de Justiça e coordenador-geral do Núcleo Mata Atlântica (Numa), Sérgio Mendes, nos últimos oito meses, dois mil animais silvestres foram apreendidos em blitzen. "No mês de julho foi preso um traficante com 600 animais da região", destacou o promotor. "Essa estrutura administrativa foi criada com o objetivo de estabelecer um sistema de fiscalização na mata atlântica na Bahia através da ação desconcentrada e regional de especialistas, interligado por um moderno sistema de informações ambientais e jurídicas, ressaltou ele.

agressões resistem - Elbano Paschoal, do Grupo Ambientalista da Bahia (Gambá), citou as agressões ambientais que ainda ocorrem no Recôncavo. "O desmatamento, o uso inadequado de áreas como lixão e a degradação das áreas de preservação permanente (APPs) são agressões que resistem, além do tráfico de animais silvestres", salientou o ambientalista.

"O diferencial dessa base ambiental está nas ações conjuntas das instituições. Entre elas, melhorar o diálogo com os municípios do entorno de Amargosa. É a política de descentralização do Estado", ressaltou o secretário de Meio Ambiente do Estado, Juliano Matos.

Essa é a primeira das sete que foram propostas pelo Núcleo Mata Atlântica (Numa), grupo de atuação especial do Ministério Público do Estado da Bahia (MP/BA). "Vamos trabalhar para garantir a manutenção e a prevenção do que resta do bioma. Vamos doar mudas de plantas nativas para recuperar áreas degradas e atuar com educação ambiental", garantiu a diretora-geral do Instituto de Meio Ambiente -IMA (antigo CRA), Beth Wagner.

Instalada em um imóvel cedido pela Prefeitura de Amargosa, a base ambiental vai atuar também nos municípios de Santo Antônio de Jesus, Brejões, Castro Alves, Conceição do Almeida, Cruz das Almas, Dom Macedo Costa, Elísio Medrado, Iaçu, Itatim, Jequiriçá, Laje, Milagres, Muniz Ferreira, Muritiba, Mutuípe, Nova Itarana, Tancredo Neves, Santa Inês, Santa Terezinha, São Felipe, São Miguel das Matas, Sapeaçu, Teolândia, Ubaíra, Varzedo e Wenceslau Guimarães.

Fonte: Jornal A Tarde

O Gana

GANA - Grupo Ambientalista Nascentes v.1



GANA - Grupo Ambientalista Nascentes v.2



GANA - Grupo Ambientalista Nascentes v.3




O Grupo Ambientalista Nascentes (GANA) é uma associação civil sem fins lucrativos ou político-partidários. É caracteristicamente uma ONG ambientalista envolvida com diversas ações de preservação da qualidade ambiental em Santo Antonio de Jesus.

O GANA foi fundado em 2000, no dia 23 de maio, quando se registrou em ata a sua reunião de formação. Ele nasceu da intensão de um grupo diversificado de cidadãos preocupados em promover modificações na realidade ambiental da cidade e da região. Constituiu-se inicialmente, de um conjunto de profissionais diversificado, porém, todos moradores da zona urbana de Santo Antonio de Jesus e com bom nível de formação. Hoje o grupo mantém essas características, segundo análise de questionário aplicado pela pesquisadora, sendo 100% dos indivíduos com formação pelo menos em nível médio e a maioria em nível superior.

Como determinado em seu estatuto, o GANA tem como objetivo principal “contribuir para a preservação e recuperação do meio ambiente, bem como promover um modelo de desenvolvimento sustentável a nível ético e social, econômico e ambiental, tomando por base, principalmente a questão ambiental.” (ESTATUTO SOCIAL, 2000). Desta maneira, a Educação Ambiental é considerada pelo grupo como um caminho eficiente para a preservação ambiental na cidade, já que promove nas pessoas uma mudança na maneira de perceber e se relacionar com a natureza.

Em consonância com este objetivo, a missão do grupo é constituir-se num centro de debates sobre o meio ambiente, através da realização de palestras, encontros, oficinas e outros eventos promovidos para a conscientização do público do município e região. Mas a missão não se restringe apenas às discussões e avança em direção às realizações, às ações de recuperação de nascentes e corpos d’água da região.

Após cinco anos de trabalho efetivo na comunidade, o GANA já realizou uma série de ações em busca da qualidade ambiental na cidade como o plantio de mudas de árvores da Mata Atlântica, frutíferas e ornamentais na Barragem do Rio da Dona e nas praças e avenidas da cidade; elaboração da Lei de Combate à Poluição Sonora junto à Câmara de Vereadores e Promotoria Pública; organização e promoção de palestras em escolas públicas e privadas da cidade entre outros.

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