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27.9.08

Não jogue lixo nas ruas e nem na sua vida

Jogar lixo nas ruas e estradas pode ser um simbolismo de desprezo por si mesmo.
Pode significar que você também joga algum lixo em sua vida.


Um povo educado joga lixo nas lixeiras. Não joga lixo pela janela do carro, mas carrega uma pequena sacola plástica no veículo onde deposita o lixo para depois ser colocado numa lixeira em algum lugar. É tão fácil fazer isto que é difícil compreender como é que tanta gente ainda no século XXI suja tanto as cidades e as estradas! Há tantas lixeiras espalhadas pelas cidades, lojas, shoppings, lanchonetes, parques, praças, jardins, não é? E mesmo que não tenha em algum lugar, não é preciso sujar as ruas e praças.

Fico pensando se elas fazem isto consigo mesmas. Será que jogam também algum lixo em suas próprias vidas? Não sei se dá para ter desprezo (ou má educação?) para com aquilo que é público sem ter para com aquilo que é particular, ou seja, a sua própria vida, seu corpo, sua mente.

Há muitas formas de “sujar” sua vida. Uma delas é alimentando-se de maneira prejudicial, usando tabaco, álcool, comida gordurosa, açúcar, cafeína, etc. Murray e Pizzorno, autores da Enciclopédia de Medicina Natural dizem que saúde depende de: alimentação natural, exercícios físicos e atitude mental positiva.

Outra forma de jogar lixo em sua vida tem que ver com o que você alimenta sua mente. Isto tem que ver com o que você lê, assiste, ouve. É espantoso como milhões de pessoas desperdiçam tempo assistindo programas e filmes de TV destrutivos, violentos, cheios de maus princípios de conduta, brigas, romances exagerados imorais e amorais, etc. Se estas pessoas usassem este tempo para assistir algo produtivo, construtivo, que ajudasse na formação do caráter, a sociedade estaria muito diferente hoje.

Estudos sérios sobre a influência da TV sobre a violência social já demonstraram a ligação de uma coisa com a outra. A TV comercial não se importa com a formação moral das famílias e a saúde do indivíduo, mas sim com o lucro e audiência. Quanto mais audiência, mais lucros. E para ter audiência colocam de tudo no ar, e para disfarçar, colocam alguns programas “sociais” ou de ajuda comunitária. Uma hipocrisia. O importante de tudo isto é que você tem a liberdade de escolha! Você pode escolher com o que irá alimentar sua mente, sua alma, seu espírito ou coração. E dependendo de que tipo de alimento toma, a conduta será positiva ou negativa, construtiva ou destrutiva, boa ou perversa.

Também seu cérebro é influenciado pela música de uma forma muito poderosa. Músicas podem fazer uma lavagem cerebral. Podem controlar a mente. Despertam emoções que acabam controlando o indivíduo e o levando a atitudes criminosas até. Há músicas que irritam o cérebro seja pelo ritmo, pelo volume, etc. Mesmo dentro de igrejas!

Você daria um cálice de “bom” vinho para um bebê tomar na mamadeira? Pediria a uma menina de quatro aninhos de idade para dar uma tragada num cigarro? Deixaria seus filhos na meninice assistirem programas violentos na TV sem nenhuma censura? Não colocaria nenhum limite para as crianças ouvirem músicas rock pesado (ou não) cheios de satanismo nas letras, no ritmo, na forma de apresentar, no comportamento obsceno e debochado dos intérpretes? Então, por que jogar estes lixos tóxicos em sua vida?

Faça escolhas saudáveis. A vida é curta. Há dores evitáveis. A maioria das doenças que mais adoecem e matam as pessoas hoje são ligadas ao estilo de vida, e isto tem que ver com o que você come, escuta, bebe, lê, se envolve, pratica. São as chamadas “doenças da modernidade”. Dentre elas estão a diabetes (especialmente a tipo 2), as doenças cardiovasculares, o derrame cerebral, doenças pulmonares, câncer e também doenças emocionais.

Evitando jogar lixo nas ruas e estradas você contribui para menos problemas sociais (entupimento de esgotos, enchentes, poluição ambiental, contaminações, doenças infecciosas e parasitárias, menos trabalho para os lixeiros, etc.). Evitando jogar lixo na sua vida você contribui para sua saúde física, mental e espiritual e isto afeta também a sociedade. Faça uma melhor escolha. Da próxima vez, jogue o lixo no lixo. E busque a purificação interior. Aquele que faz o mal, aborrece a luz, e não vem para a luz para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas.

Dr. Cesar Vasconcellos de Souza
Fonte:
http://www.portalnatural.com.br

25.9.08

Você já plantou a sua muda hoje?

Faça isso agora!!! Acesse http://www.clickarvore.com.br clique em PLANTAR, preencha um cadastro ( apenas uma vez ) e você receberá login e senha , pronto!! A partir de agora você poderá PLANTAR uma muda todos os dias apenas visitando o site!!! Veja mais informações sobre o projeto:

O que é o clickarvore?

O clickarvore é um programa de reflorestamento com espécies nativas da Mata Atlântica pela Internet. Cada click corresponde ao plantio de uma árvore, custeado por empresas patrocinadoras, e agora também pela própria sociedade civil através de uma nova ferramenta de e-commerce.

De quem é a iniciativa?

O clickarvore é uma parceria entre a Fundação SOS Mata Atlântica, o Instituto Ambiental Vidágua e o Grupo Abril, com o apoio de empresas patrocinadoras.

Como funciona ?

A Fundação SOS Mata Atlântica, o Instituto Ambiental Vidágua e o Grupo Abril unem seus esforços neste Programa para captar recursos e convertê-los em árvores com a ajuda da Internet. Para cada click, uma árvore será plantada. Assim, pretendemos mudar o atual quadro de devastação da Mata Atlântica.

Quais os objetivos do clickarvore ?

· Apoiar iniciativas locais de recuperação de áreas, fornecendo mudas de árvores nativas e informações técnicas adequadas;

· Fomentar a produção de mudas e a coleta de sementes florestais das espécies nativas da Mata Atlântica;

· Recuperar áreas de preservação permanente, controlando os processos erosivos e de assoreamento dos corpos d’água;

·Mobilizar a sociedade civil para participar de projetos de reflorestamento;

· Apoiar a formação de corredores biológicos entre as diferentes ilhas de remanescentes florestais;

· Gerar empregos em viveiros florestais e propriedades rurais durante os plantios;

· Capacitar técnicos, agentes comunitários, professores e instituições sobre técnicas de reflorestamento, microbacias, produção de mudas e manejo adequado de áreas replantadas;

· Promover a educação ambiental;

Cuidar do Meio Ambiente nas Cidades

Cada eleição municipal é uma boa hora para se repensar uma agenda ambiental para as cidades, pois sem um meio ambiente preservado, dificilmente os lugares onde vivemos alcançarão os altos padrões de qualidade de vida que esperamos e merecemos. A União e os Estados são abstrações jurídicas, pois se vive mesmo é nos municípios. O meio ambiente é nos municípios. Logo, uma cidade ambientalmente melhor não é do interesse deste ou daquele partido ou político, mas de todos. O diagnóstico todos já conhecem. Cabe pensarmos nas soluções. Bem, aqui vão algumas contribuições.

TODOS DEVEM CUIDAR DO MEIO AMBIENTE - Preservar o meio ambiente não pode - nem deve - ser tarefa de uma secretaria ou órgão específico, mas de todos, muito menos ser tarefa apenas do poder público, mas também das empresas, ONGs, sociedade em geral. Os caminhos para essa ‘ecologização’ podem ser vários, depende mesmo é da decisão política dos dirigentes. Uma sugestão pode ser utilizar a própria estrutura ambiental existente para ampliar a discussão, promover a capacitação necessária, estimular e monitorar a evolução de uma forma de administrar, compartimentalizada, para outra, ecologizada. Os atuais Conselhos de Meio Ambiente poderiam ser o fórum ideal para o início dessa discussão, buscando envolver todos os órgãos dos poderes executivo, legislativo, judiciário e também a iniciativa privada e as ONGs nessa discussão, que pode se dar através de diversos seminários e audiências públicas. Outra tarefa fundamental é a capacitação e treinamento dos funcionários municipais para ecologizarem a administração. Esta capacitação já deveria levar em conta a necessidade de haver uma Reforma Ambiental que descentralize o licenciamento ambiental, cabendo aos municípios licenciar as atividades poluidoras em nível municipal, ficando para os estados o licenciamento intermunicipal e à União os licenciamentos que envolvam mais de um Estado, ficando os Estados e a União com papel supletivo sobre os municípios, no caso de haver abusos ou desvios. Os atuais órgãos e estruturas que cuidam do meio ambiente em nível municipal, por sua vez, ficariam com as funções de ação de informação, treinamento, capacitação dos demais órgãos do Poder Público municipal, além de prestar consultoria a cada órgão no sentido de buscar a correta adequação à questão ambiental.

PLANTAR ÁGUA - Um dos maiores problemas ambientais das cidades é a carência de um sistema de saneamento adequado, o que leva não apenas à morte e contaminação de ecossistemas inteiros, mas aumentam os casos de doenças por veiculação hídrica e a mortalidade infantil. Por isso, não dá para se pensar apenas no clássico sistema de coleta, transporte e tratamento, que exige grandes investimentos e concentra a poluição em emissários. É preciso pensar também em pequenos sistemas de fossa e filtro que as novas tecnologias têm tornado com eficiência de remoção de mais de 90% da poluição. O poder público poderia incentivar estes pequenos sistemas com abatimento na conta de água e esgoto proporcional à poluição que o sistema conseguisse remover. Deveria ainda ser estimulado a formação de Consórcios por usuários de água por micro-bacias, para a gestão dos recursos hídricos, para garantir investimentos na recuperação dos mananciais das cidades, leia-se, investir em reflorestamento e preservação das matas existentes, pois as árvores é que são as responsáveis pela existência das nascentes que abastecem os rios e lagos que são depois aproveitados para o abastecimento público.

RECICLAR, POR QUE LIXO NÃO EXISTE - O que chamamos de lixo é só matéria prima e recursos naturais misturados e fora do lugar. Por exemplo, se o Poder Público incentivar a Coleta Seletiva, poderá recuperar e devolver ao sistema produtivo toneladas de papel, plástico, metais, vidros, além de aumentar a vida útil dos atuais aterros. Os entulhos de obras que aterram margens de rios e entopem lixões podem ser moídos e se tornar em agregados para habitações populares. Os restos de comida, cascas de frutas e legumes, dão excelente adubo para hortas a serem feitas em regime de cooperativa nos terrenos vazios e abandonados das cidades, mas tudo isso só pode se tornar realidade se for coletado separado na origem. É ilusão pretender coletar tudo misturado e levar para uma milagrosa usina de reciclagem para ver o que pode ser aproveitado. O Poder Público pode estimular a formação de cooperativas de reciclagem o que, além de ajudar o meio ambiente, ajuda a gerar emprego e renda para os excluídos. Segundo o IBOPE (2006) quase a metade dos municípios brasileiros pesquisados (43%) utiliza-se de lixões no próprio município e 25% mantêm aterros controlados, também dentro do município.

ECOSSISTEMAS – Um dos maiores problemas ambientais das cidades, sem dúvida, é a destruição de seus ecossistemas. Além das queimadas, provocadas por balões ou pela queima do lixo não recolhido, a grande responsável pela destruição dos ecossistemas é mesmo a necessidade de moradia da população, de todas as classes sociais. Não há solução simples ou fácil neste caso, pois precisamos fortalecer as liberdades e a democracia, e não será com atitudes autoritárias como limitar o número de nascimentos ou controlar a entrada das pessoas às cidades que iremos conseguir isso. Assim, cada novo condomínio ou loteamento precisa obedecer as leis ambientais e oferecer medidas mitigadoras, compensatórias e reparadoras para os danos que venham a causar ao meio ambiente, exigindo os órgãos de licenciamento a publicidade obrigatória aos projetos aprovados para que a sociedade possa ajudar no controle e na fiscalização da execução. Os novos empreendimentos imobiliários também deverão demonstrar como lidarão com os trabalhadores que estarão atraindo, seja na fase de construção, seja a fase de operação. Como já ocorre, por exemplo, nos trabalhadores empregados na colheita da cana. O que não pode é a indústria imobiliária continuar achando que este não é um problema seu. Muitos desses trabalhadores não tem onde morar e acabam tendo de invadir áreas de preservação próximos dos condomínios de luxo criando ou aumentando as favelas. Os empreendimentos imobiliários deveriam ser obrigados a reservar um percentual de terreno, no próprio local onde irá construir, ou bem próximo dali, para a construção de moradias populares para seus trabalhadores. 

POLUIÇÃO DO AR – boa parte da poluição do ar nos centros urbanos é provocada pelas emissões dos carros, ônibus e caminhões - e poluição do ar mata. No Brasil, 13 mil pessoas morrem todos os anos por problemas de saúde provocados pela poluição do ar urbano. A adoção de catalisadores, de índices de emissão mais rigorosos e a diminuição do enxofre no diesel ajudaram a minimizar o problema, mas não solucionam. Na Suíça, foi criada a Fundação Centavo Carbono, onde cada veículo ao abastecer paga um centavo por litro de combustível e estes recursos constituem um fundo para cuidar do Meio Ambiente, pois não é justo que a sociedade como um todo tenha de pagar pelos danos provocados pela parcela de 20% da população que possui carro. A prefeitura de Nova Iorque criou um fundo semelhante, mas através da cobrança de oito dólares dos automóveis que transitam no centro, uma forma criativa de desestimular o uso do automóvel nos centros urbanos, cada vez mais congestionados.

AMIGOS AMBIENTAIS – é ilusão achar que o poder público irá dar conta sozinho dos muitos problemas sócio-ambientais de nossas cidades. É preciso mobilizar a sociedade e estimular a cidadania participativa através dos fóruns próprios. As ONGs (Organizações Não Governamentais) Ambientalistas podem exercer papel fundamental, segundo a natureza institucional de cada uma. As ONGs ditas técnicas ou profissionais, podem ser parceiras do Poder Público e empresas obrigadas a cumprir medidas compensatórias, na elaboração de projetos ambientais. As ONGs ditas de combate podem ser aliadas na fiscalização das metas, prazos e efetividade dos projetos e exigências assumidas por empresas e em projetos do próprio Poder Público, como a implantação dos serviços de água e esgoto. Estimular o voluntariado ambiental nas cidades é apenas criar canais para que o sentimento de amor e o orgulho pelas cidades, que todo morador possui potencialmente, seja transformado em energia de criatividade e ações práticas pela melhoria do meio ambiente urbano.

Por Vilmar Sidnei Demamam Berna

Fonte: Portal do Meio Ambiente

Ministério do Meio Ambiente suspende processo de licenciamento da BR-319

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou nesta quarta-feira (24) que o processo de licenciamento da BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO), está suspenso por 60 dias. Segundo ele, o Ibama não analisará os relatórios de impacto ambiental do projeto até que um grupo de trabalho instalado nesta semana apresente estudos para implantação de dez áreas de proteção ambiental ao longo dos 800 quilômetros da estrada.

Quase metade da rodovia já está pavimentada, nas áreas próximas a Manaus e Porto Velho. Agora, o governo quer o licenciamento para o miolo da estrada, um trecho com cerca de 400 quilômetros de extensão. O grupo de trabalho é formado pelos ministérios do Meio Ambiente, das Cidades, da Integração Nacional e pelos governos do Amazonas e de Rondônia. 

O ministro disse que esse grupo vai definir quem criará três áreas de conservação que ainda não foram implementadas nas margens da BR-319. A responsabilidade inicial era do estado do Amazonas, mas Minc disse que o governo federal pode assumir a criação e implementação dessas áreas.

O grupo também vai calcular os custos para implantação oficial das outras sete áreas de proteção já demarcadas. Cerca de 8 milhões de hectares de florestas serão preservados nesses parques, reservas extrativistas e florestas nacionais (Flonas). 

“Se na BR-163, que não foi asfaltada ainda, o simples anúncio fez aumentar o desmatamento em 500%, imagina se forem construir a BR-319, que atravessa o coração da Amazônia. Eu acho que vai haver tragédia ambiental sem proporções”, disse o ministro. A obra está inscrita no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). 

Ele disse ainda que as áreas de proteção às margens da rodovia terão de ser criadas e implementadas na prática antes do início das obras da BR-319. “Sem isso, não há possibilidade de sair licença para essa via”, afirmou Minc. 

O ministro ressaltou que o Ibama tem sido ágil na liberação de licenças ambientais para os principais projetos de infra-estrutura, mas quer trabalhar com precaução neste caso, porque a estrada passa por uma das áreas mais protegidas da Amazônia. “Estamos fazendo licenciamento rápido e com rigor, mas temos que ter precaução”, disse.

Fonte:  G1
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