Grupo Ambientalista Nascentes

Postado por ganaorg Comentários desativados
Com um novo modelo de fiscalização integrada contra o desmatamento da mata atlântica, foi inaugurada, nesta sexta-feira, em Amargosa (a 240 km de Salvador), a primeira base ambiental do Estado, sediada no Recôncavo baiano, região que abrange 27 municípios. A base contará com um engenheiro florestal e um biólogo, um posto da Delegacia de Meio Ambiente e da Promotoria de Justiça da Regional do Recôncavo Sul.

A ação integrada terá o reforço de uma cadela da raça labrador chamada Vida, treinada para ajudar na repressão ao tráfico de animais silvestres na região. O projeto “Cão Farejador” foi proposto pela Promotoria de Justiça do município de Santo Antônio de Jesus. A cadela foi adestrada durante nove meses. “Assim, foi capacitada para farejar cargas de veículos pesados, identificar o transporte clandestino de qualquer animal silvestre, servindo como apoio no trabalho efetuado pelas polícias rodoviárias federais e estaduais. A cadela não é uma caçadora, mas identificadora”, salientou o sargento Prazeres, da Polícia Militar, responsável pelo treinamento dela no Batalhão de Guarda, em Salvador.

A base está integrada ao Sistema de Proteção Legal da Mata Atlântica (Sisprot), criado para dar suporte às ações de monitoramento sistêmico da mata atlântica, em nível regional. “Reunir os órgãos de proteção ao meio ambiente num mesmo local vai otimizar o trabalho de todos eles. É a primeira de uma série de bases a serem instaladas no Estado”, disse o procurador-geral do Estado, Lidivaldo Britto.

De acordo com o promotor de Justiça e coordenador-geral do Núcleo Mata Atlântica (Numa), Sérgio Mendes, nos últimos oito meses, dois mil animais silvestres foram apreendidos em blitzen. “No mês de julho foi preso um traficante com 600 animais da região”, destacou o promotor. “Essa estrutura administrativa foi criada com o objetivo de estabelecer um sistema de fiscalização na mata atlântica na Bahia através da ação desconcentrada e regional de especialistas, interligado por um moderno sistema de informações ambientais e jurídicas, ressaltou ele.

agressões resistem – Elbano Paschoal, do Grupo Ambientalista da Bahia (Gambá), citou as agressões ambientais que ainda ocorrem no Recôncavo. “O desmatamento, o uso inadequado de áreas como lixão e a degradação das áreas de preservação permanente (APPs) são agressões que resistem, além do tráfico de animais silvestres”, salientou o ambientalista.

“O diferencial dessa base ambiental está nas ações conjuntas das instituições. Entre elas, melhorar o diálogo com os municípios do entorno de Amargosa. É a política de descentralização do Estado”, ressaltou o secretário de Meio Ambiente do Estado, Juliano Matos.

Essa é a primeira das sete que foram propostas pelo Núcleo Mata Atlântica (Numa), grupo de atuação especial do Ministério Público do Estado da Bahia (MP/BA). “Vamos trabalhar para garantir a manutenção e a prevenção do que resta do bioma. Vamos doar mudas de plantas nativas para recuperar áreas degradas e atuar com educação ambiental”, garantiu a diretora-geral do Instituto de Meio Ambiente -IMA (antigo CRA), Beth Wagner.

Instalada em um imóvel cedido pela Prefeitura de Amargosa, a base ambiental vai atuar também nos municípios de Santo Antônio de Jesus, Brejões, Castro Alves, Conceição do Almeida, Cruz das Almas, Dom Macedo Costa, Elísio Medrado, Iaçu, Itatim, Jequiriçá, Laje, Milagres, Muniz Ferreira, Muritiba, Mutuípe, Nova Itarana, Tancredo Neves, Santa Inês, Santa Terezinha, São Felipe, São Miguel das Matas, Sapeaçu, Teolândia, Ubaíra, Varzedo e Wenceslau Guimarães.


Fonte: Jornal A Tarde
categories: Notícias

Sobre

O Grupo Ambientalista Nascentes (GANA) é uma associação civil sem fins lucrativos ou político-partidários.