Grupo Ambientalista Nascentes

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O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou nesta quarta-feira (24) que o processo de licenciamento da BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO), está suspenso por 60 dias. Segundo ele, o Ibama não analisará os relatórios de impacto ambiental do projeto até que um grupo de trabalho instalado nesta semana apresente estudos para implantação de dez áreas de proteção ambiental ao longo dos 800 quilômetros da estrada.

Quase metade da rodovia já está pavimentada, nas áreas próximas a Manaus e Porto Velho. Agora, o governo quer o licenciamento para o miolo da estrada, um trecho com cerca de 400 quilômetros de extensão. O grupo de trabalho é formado pelos ministérios do Meio Ambiente, das Cidades, da Integração Nacional e pelos governos do Amazonas e de Rondônia. 

O ministro disse que esse grupo vai definir quem criará três áreas de conservação que ainda não foram implementadas nas margens da BR-319. A responsabilidade inicial era do estado do Amazonas, mas Minc disse que o governo federal pode assumir a criação e implementação dessas áreas.

O grupo também vai calcular os custos para implantação oficial das outras sete áreas de proteção já demarcadas. Cerca de 8 milhões de hectares de florestas serão preservados nesses parques, reservas extrativistas e florestas nacionais (Flonas). 

“Se na BR-163, que não foi asfaltada ainda, o simples anúncio fez aumentar o desmatamento em 500%, imagina se forem construir a BR-319, que atravessa o coração da Amazônia. Eu acho que vai haver tragédia ambiental sem proporções”, disse o ministro. A obra está inscrita no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). 

Ele disse ainda que as áreas de proteção às margens da rodovia terão de ser criadas e implementadas na prática antes do início das obras da BR-319. “Sem isso, não há possibilidade de sair licença para essa via”, afirmou Minc. 

O ministro ressaltou que o Ibama tem sido ágil na liberação de licenças ambientais para os principais projetos de infra-estrutura, mas quer trabalhar com precaução neste caso, porque a estrada passa por uma das áreas mais protegidas da Amazônia. “Estamos fazendo licenciamento rápido e com rigor, mas temos que ter precaução”, disse.

Fonte:  G1
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