Educação Ambiental

 

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A recuperação de áreas degradadas, o controle da emissão de resíduos sólidos, líquidos e gasosos, a substituição de matérias-primas, a reciclagem, entre tantas outras, são tentativas humanas cada vez mais eficientes de reverter todo o prejuízo causado pelo homem ao planeta. Não diferente e tão importante quanto às ações corretivas, são as preventivas, em especial, a educação ambiental que é promotora e formadora da consciência ecológica.

Para Dias (2000, p. 100), a educação ambiental é “um processo por meio do qual as pessoas aprendem como funciona o ambiente, como dependemos dele, como o afetamos e como promovemos sua sustentabilidade”. Pensando assim, a educação ambiental caracteriza-se como pré-requisito para o conhecimento dos problemas ambientais e, muitas vezes, sociais de uma comunidade, assim como para o estabelecimento e a efetivação de ações transformadoras da realidade indesejada, em direção ao ideal ambiental local e global.

A idéia de Educação Ambiental para conhecer, respeitar, preservar e recuperar a natureza amadureceu aos poucos, junto com as preocupações com o ambiente discutidas em reuniões internacionais como a Rio-92 e as Conferências de Estocolmo e Tbilisi, esta última específica para a definição de princípios, objetivos e estratégias para a educação ambiental em todo o mundo.

Para Pedrini (2000), a Educação Ambiental, tal qual se deseja hoje, cresceu aos poucos nessas reuniões, partindo de pressupostos puramente ecologistas e pouco críticos até àqueles que a tornaram uma educação holística, crítica e consciente das mazelas sócio-ambientais mundiais, motivo pelo qual traça importantes críticas aos modelos de Educação Ambiental pregadas pelos “países ricos”.

No Brasil, com grande atraso, as manifestações oficiais das preocupações ambientais começaram a se efetivar em 1973 com a criação da Secretaria Especial do Meio Ambiente – SEMA, em 1981 com o estabelecimento da Política Nacional de Meio Ambiente (Lei nº. 6938/81) e em 1999 com a formulação da Política Nacional de Educação Ambiental (Lei nº. 9795/99). É importante destacar também a criação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) a partir de 1995, publicados em 1997 que determinam a abordagem interdisciplinar das questões ambientais para todos os níveis do ensino formal público em todo o país. (PCN, 1997).

No contexto brasileiro, a educação ambiental apresenta-se sob três perspectivas: a formal, sendo aquela implementada nas instituições escolares, inserida nos currículos, desde a educação infantil até o ensino superior; a não-formal, sendo as ações educativas para a sensibilização da sociedade e sua organização em relação aos problemas sócio-ambientais e; a informal, sendo a educação ambiental veiculada pelos meios de comunicação em massa. As duas primeiras já orientadas pela Política Nacional de Educação Ambiental através da Lei nº. 9795 de 27 de abril de 1999, regulamentada pelo decreto nº. 4281/02 e executada desde então. A última perspectiva apresenta-se como um conceito novo entre os profissionais da Educação Ambiental, embora há muito discutida como Educação Ambiental não-formal em conferências e reuniões.

No caso da Educação Ambiental não-formal, as organizações civis aparecem como importantes agentes de atuação. Em especial as ONGs que por não estarem ligadas a órgãos governamentais possuem maior liberdade de ação e evidenciam o pouco caso do poder público com as questões ambientais. As ONGs têm atendido às necessidades sociais que o estado não tem tido capacidade de atender e, em especial as ambientalistas têm dominado o cenário da Educação Ambiental e recuperação de áreas degradadas no Brasil e na Bahia. (MOTA, 2004.).

A exemplo de tais ações civis ambientais destaca-se aqui o caso da recuperação das matas ciliares e nascentes da área rural de Santo Antonio de Jesus, ao qual este projeto se destina. Suas ações são de responsabilidade do Grupo Ambientalista Nascentes (GANA), uma ONG diretamente envolvida na ação civil ambiental há 10 anos, com sede em Santo Antonio de Jesus cuja finalidade principal é a recuperação de matas ciliares e nascentes através de replantio de espécies da Mata Atlântica, usando mudas produzidas em seu próprio viveiro, aliada ao trabalho em Educação Ambiental realizada, principalmente junto às comunidades da zona rural e nas escolas públicas e privadas do município.